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Quem somos
O grupo de cidadãos eleitores Aborto a Pedido? Não! constituiu-se em 1998, na altura do primeiro referendo sobre o aborto realizado em Portugal, com o fim de contribuir para o debate e esclarecimento dos cidadãos. Foi com muita alegria e sensação de dever cumprido que viu os portugueses recusarem, nessa altura a proposta de legalizar o aborto a pedido.
Em Dezembro de 2006, no âmbito de novo referendo sobre a mesma questão, agendado pelo Senhor Presidente da República para o dia 11 de Fevereiro de 2007, e cientes de que entretanto, se algo mudou, foi a capacidade de se perceber cada vez com mais evidência científica que o desenvolvimento da vida humana se processa sem descontinuidades ou mudanças qualitativas desde o seu início, o momento da concepção, o momento da fusão de dois gâmetas, masculino e feminino.
A esta luz, parece-nos ainda mais premente contribuir hoje para que a dignidade da vida humana seja salvaguardada a todo o tempo e, portanto, para que a vida intra-uterina não deixe de ter protecção do estado na fase inicial do seu desenvolvimento.
Por outro lado, sabemos que as mulheres saem sempre profundamente feridas, física e emocionalmente, de um aborto, e que há soluções jurídicas adequadas para que não sejam enxovalhadas em tribunal pelos apoiantes do SIM.
Sabemos ainda, até pela experiência entretanto acumulada por muitos de nós no apoio a mulheres grávidas em dificuldades, que há sempre alternativas ao aborto que não implicam a morte de ninguém e que os aparentes dilemas e conflitos de interesses entre uma mãe e o seu filho são isso mesmo, falsos, meramente contextuais e facilmente ultrapassáveis com ajuda atempada.
Finalmente, sabemos que, só por si, a liberalização do aborto a pedido, representaria um claro sinal de retrocesso civilizacional, susceptível de trazer inevitáveis consequências extremamente indesejáveis numa sociedade que se deseja verdadeiramente tolerante, moderna e respeitadora da dignidade dos cidadãos.
A Comissão Executiva,
Américo Alves Petim
Ana Maria Martins Pinhão Ramalheira
Luís Manuel Martins Marques
Maria Luísa Alves Saraiva
Maria Margarida C.S. Castel-Branco Caetano
Tiago Afonso Lopes de Miranda